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Livro de Reservas

Bem vindos! Sou apenas uma Turista cheia de bagagem, em viagem pela Vida, registando Reservas aqui e ali num Hotel chamado mundo.

Livro de Reservas

27.Out.19

Perdão.

Mi
Fita o céu escurecido, ausente de luar, carregado de nuvens que, num lento balouço, escondem as estrelas à sua passagem. Inspira a paz que não vem, acalma a mente, sossega o coração das tribulações. O ar gélido que entra e se espalha por todo o corpo. A vontade de exteriorizar os gritos silenciados, libertar a raiva, cerrar os olhos com tanta força que pudesse acordar no outro tempo... Qual tempo? Da sensatez. Do simples. Do confortável. Quem eras tu, naqueles dias? Serias tu, hoje? Segue! Não há mais nada ali, naquele lugar, naqueles dias. Já nada existe senão o peso da vida, das lições, da culpa. Não permaneças de joelhos, de cabeça baixa, de mão no peito. Aceita e aguarda. Depois, não olhes mais para trás. Confia.
07.Abr.19

Rabiscos - XXIV

Mi
A chuva traz a melancolia das horas passadas, numa recordação tão cinzenta, daqueles dias que correram dolorosamente velozes. O vento corre e enxuga a chuva, as lágrimas, desfaz a paixão desenfreada de encontros secretos e inusitados. Abril. Chuvoso, soalheiro, eufórico, tristonho... assim são os teus dias, repercutidos desde sempre, a cada dia que vai e que vem. Sem piedade. Eleva o pensamento, transporta-o para muito mais alto que as copas das frondosas árvores que se observam a (...)
25.Out.18

Rabiscos - XXV

Mi
Os pensamentos correm velozes ao sabor do incerto. Gosto de olhar para o vazio, para o infinito, para o céu, questionando qual é o caminho. Se estou no certo. Se tomei as decisões acertadas. E aquela vozinha que vem, lá do fundo, a dizer: é um mundo de possibilidades. Fantasmas assombram, memórias perpetuam-se. Fechar os olhos é um lugar tão seguro: faz-me leve, preenche-me, faz-me viver. O passado que magoa desvanece, arrumado em gavetas profundas do inconsciente: está apenas (...)
16.Mar.18

Rabiscos - XXIV

Mi
Na Vida percorremos caminhos muitas vezes difíceis de entender. Voltamos a percorrê-lo vezes e vezes sem conta, até encontrarmos a lição necessária a retirar das experiências. Tantas vezes o caminho parece-nos longo e infinito; fechamos os olhos aos sinais, voltamos a tropeçar, a voltar para trás. Vemo-nos num labirinto de escolhas e emoções. Até que paramos e, num momento de lucidez, damos conta que é tempo de finalizar o caminho que atravessamos. É tempo de deixar para (...)