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Livro de Reservas

Bem vindos! Sou apenas uma Turista cheia de bagagem, em viagem pela Vida, registando Reservas aqui e ali num Hotel chamado mundo.

Livro de Reservas

19.Dez.19

Lugares insconscientes.

Mi
Há dias em que as palavras se mastigam no inconsciente, na azáfama dos dias corridos, no medo que se aloja e na esperança que espera, pacientemente, sentada num lugar dentro de mim. Têm sido, reconhecidamente, dias (semanas!) de procura, descoberta, consolidação e liberdade. Quão incrível é sentir que estou, constantemente, em caminhos tão diferentes, num rebuliço de aprendizagens. Este tempo, é-me familiar: o da incerteza, do desafio à audácia... Com garra, procuro não (...)
27.Out.19

Perdão.

Mi
Fita o céu escurecido, ausente de luar, carregado de nuvens que, num lento balouço, escondem as estrelas à sua passagem. Inspira a paz que não vem, acalma a mente, sossega o coração das tribulações. O ar gélido que entra e se espalha por todo o corpo. A vontade de exteriorizar os gritos silenciados, libertar a raiva, cerrar os olhos com tanta força que pudesse acordar no outro tempo... Qual tempo? Da sensatez. Do simples. Do confortável. Quem eras tu, naqueles dias? Serias tu, hoje? Segue! Não há mais nada ali, naquele lugar, naqueles dias. Já nada existe senão o peso da vida, das lições, da culpa. Não permaneças de joelhos, de cabeça baixa, de mão no peito. Aceita e aguarda. Depois, não olhes mais para trás. Confia.
26.Set.19

Aconchegos de Outono

Mi
As folhas acamavam-se, lentamente, num manto castanho e húmido no que fora um jardim silvestre, não há muitas semanas. O céu estava repleto de grandes e fofas nuvens cinzentas. Sentada no banco do parque, sentia o cheiro a molhado, a fumo das chaminés, sentia uma brisa aconchegante resguardada pelo pesado casaco enquanto escondia o nariz entre o cachecol macio, e observou a Natureza em transformação. O tempo tudo leva e transforma, não apaga, apenas esconde. Que memórias se (...)
23.Jun.19

Contemplação

Mi
Há uma serenidade misteriosa nos amanheceres cinzentos e melancólicos. A chuva tímida e confortavelmente persistente que se torna companhia na minha contemplação madrugadora: o frenesim dos pássaros na sua rotina matinal, o silêncio citadino, a tranquilidade. Testemunho um amanhecer despretensioso numa solidão tão acolhedora. Sinto paz.  A solidão é, inapropriadamente, confortável, porque apenas nos aconchegamos a ela, lentamente, no seu colo de monólogos interiores, (...)