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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

Livro de Reservas

21.Set.16

Rabiscos - IX

Mi

Percebemos facilmente quando chegamos ao nosso destino; não um destino físico qualquer, mas espiritual e emocional. O coração fica leve, a cabeça mais decidida e a vontade de ver o que o dia nos trará não assusta mais. Cheguei ao meu destino, depois de 4 meses de viagem... Uma viagem atribulada, perpetuada por aprendizagens realmente inesquecíveis, mas sobretudo por momentos únicos em que aprendi a ouvir, a perceber, a errar e a ser feliz.

Ontem li uma coisa maravilhosa sobre conhecermos alguém porque precisamos de mudar a nossa vida (muitas vezes sem nos apercebermos) e, foi aí que percebi que toda esta viagem de 4 meses precisou de acontecer. Agora que tudo está "encarreirado", faz sentido para mim. Tentei agarrar-me a momentos que não voltariam, a palavras que alimentaram a minha solidão e ainda assim, isso não me trouxe o equilíbrio que procurava. Não percebi que isso apenas faria parte da viagem e não era o destino final. Não esquecerei as confidências, as mensagens inesperadas, a sensação de protecção e atenção, a descontração e a leveza dessas horas; mas aprendi que tudo isso passou e serão boas recordações que já não me pesam no coração.

Há 4 meses estava em pânico por ver o tempo a passar e eu não perceber o que precisava, afinal. Cheguei ao meu destino e, neste último dia de Verão, não estou a deixar coisas para trás, muito pelo contrário, estou a fechar um capítulo, um capítulo importante e que marcou muito a minha vida. O Verão trouxe-me um crescimento enorme, momentos e experiências únicas que vivi pela primeira vez e nada aconteceria sem abraçar esta viagem que se tinha iniciado.

Fecha-se este ciclo, sem mágoas ou sentimentos pesados - ficaram as pessoas importantes, reforcei laços, vivi, chorei muito mas agora, sorrir tem muito mais sentido e significado para mim. Não vale a pena querer prender o que não é para nós, forçar o que não está destinado e vivermos limitados ao sentimento de pertença... Não possuímos ninguém e também não somos posse de ninguém; somos de nós próprios e só assim é possível construirmos a nossa vida, de dentro para fora.

Estou grata por tudo o que me aconteceu nos últimos meses. A gratidão é, sem dúvida, um sentimento tão bom que deve ser partilhado e devemos dizê-lo às pessoas que nos ajudam a sorrir e que nos ajudam a transformar a nossa vida, todos os dias, um bocadinho.

 

Nada na vida vem por acaso e isto, é uma verdade extraordinária. :)

 

  (Este texto está em Desacordo Ortográfico)