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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

Livro de Reservas

26.Mai.17

Coisas fofas... dos últimos meses!?

Mi

Faz algum tempo que não me sento, descontraidamente, a registar as coisas mais fofas dos últimos dias (correcção, faz algum tempo que não me sento descontraidamente - ponto). Todos os dias, na minha agenda, continuo a rabiscar a lápis o momento mais fofo do meu dia, só tem faltado vir para aqui, refugiar-me. Desde Fevereiro, algumas coisas mudaram, e ainda estou numa roda viva de mudança que me tem tirado alguma sanidade, paciência e leveza. Mudei de casa e aquele cantinho da minha secretária que me servia de inspiração, na outra casa, quase que ainda não foi transposto para a minha casa nova. A vida é complicada, ou será que sou eu que complico, naturalmente?

Desde Fevereiro, tive um reencontro bonito, passada a fase do "medo", em que nos rimos e conversámos como se tivesse sido sempre assim, como se nunca nada tivesse sido complicado; tenho recebido tanto carinho dos meus pais, aproximei-me ainda mais do meu Pai e almoçamos juntos, tantas vezes, só eu e ele; tenho recebido abraços apertados de consolo e de compreensão, por entre chávenas de chá. Tenho tido tudo o que preciso, só me falta a leveza no coração. Tenho continuado a fazer essa busca, incessantemente, porque aprendi comigo que tenho sede desse equilíbrio, que não fui feita para estagnar, para me resignar. Experienciar tantos trabalhos, vivenciar tantas coisas novas faz-me perceber que não é por que querer ou por gostar de mudar, é porque ainda não encontrei o meu lugar, desde sempre. Isso é angustiante. Ou será mesmo que o  meu lugar é por aí, acompanhando este espírito tão livre e rebelde, mas tão adormecido?

É muito engraçado como nós temos sempre a consciência que estamos no caminho certo, até vir a Vida e voltar a dar-nos um abanão. Ela não perdoa. Não perdoa a vozinha do ego, não perdoa o silêncio que provocamos à nossa intuição. Levei um abanão e, ainda que saiba o que é necessário fazer, a inércia provocada pela voz do ego, não me deixa, por agora, avançar com a leveza que precisaria.