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Livro de Reservas

Bem vindos! Sou apenas uma Turista cheia de bagagem, em viagem pela Vida, registando Reservas aqui e ali num Hotel chamado mundo.

Livro de Reservas

26.Set.19

Aconchegos de Outono

Mi
As folhas acamavam-se, lentamente, num manto castanho e húmido no que fora um jardim silvestre, não há muitas semanas. O céu estava repleto de grandes e fofas nuvens cinzentas. Sentada no banco do parque, sentia o cheiro a molhado, a fumo das chaminés, sentia uma brisa aconchegante resguardada pelo pesado casaco enquanto escondia o nariz entre o cachecol macio, e observou a Natureza em transformação. O tempo tudo leva e transforma, não apaga, apenas esconde. Que memórias se (...)
03.Set.19

A ti, Setembro.

Mi
Setembro regressa. Habitualmente, para mim, é o mês das mudanças, das novidades e do agradável imprevisto. E, como todos os Setembros, este não é excepção em termos de mudanças. Adoro o recomeçar! A sensação de que apesar de todo o esplendor dos dias de sol, o Setembro vem para que nos possamos ir recolhendo, aos poucos; faz-nos carregar na pausa, permite-nos analisar, projetar e planear os últimos 3 meses do ano; é a altura em que o que formos construindo agora, brotará no (...)
23.Jun.19

Contemplação

Mi
Há uma serenidade misteriosa nos amanheceres cinzentos e melancólicos. A chuva tímida e confortavelmente persistente que se torna companhia na minha contemplação madrugadora: o frenesim dos pássaros na sua rotina matinal, o silêncio citadino, a tranquilidade. Testemunho um amanhecer despretensioso numa solidão tão acolhedora. Sinto paz.  A solidão é, inapropriadamente, confortável, porque apenas nos aconchegamos a ela, lentamente, no seu colo de monólogos interiores, (...)
07.Abr.19

Rabiscos - XXIV

Mi
A chuva traz a melancolia das horas passadas, numa recordação tão cinzenta, daqueles dias que correram dolorosamente velozes. O vento corre e enxuga a chuva, as lágrimas, desfaz a paixão desenfreada de encontros secretos e inusitados. Abril. Chuvoso, soalheiro, eufórico, tristonho... assim são os teus dias, repercutidos desde sempre, a cada dia que vai e que vem. Sem piedade. Eleva o pensamento, transporta-o para muito mais alto que as copas das frondosas árvores que se observam a (...)