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Livro de Reservas

Bem vindos! Sou apenas uma Turista cheia de bagagem, em viagem pela Vida, registando Reservas aqui e ali num Hotel chamado mundo.

Livro de Reservas

27.Dez.16

Rabiscos - XVI

Mi
Passava pouco mais de um mês desde que ela lhe entregara "A" Carta. Pensava como abrir assim o seu coração não a deixou vulnerável, pelo contrário: deu-lhe uma força de gigante para fechar tudo - naquele envelope fechado, ficou tudo o que lhe restava. Sentiu uma pontada de orgulho pela sua coragem. Coragem de colocar um ponto final numa história que ela só imaginou na sua cabeça. Existia, ainda, uma réstia de... mágoa? Seria? Não era mágoa... começava a ser indiferença, uma (...)
17.Dez.16

Rabiscos - XV

Mi
Terão sido as expectativas ou as esperas que viraram a vida dela do avesso? Terá sido a covardia? Aquela carta fechou-se. Fechou-se sem respostas e, sem querer, isso incomodava-a demasiado. Estaria na hora de recomeçar? Quantos mais sinais tinha necessidade de ver? Quantas mais lágrimas precisava de enxugar? Tudo mudou na sua vida a partir do momento que se encontraram. Era uma vida nova que a deixava confortável, mas continuava a carregar bagagem dos dias em que era somente uma (...)
10.Dez.16

Rabiscos - XIV

Mi
Selou o envelope que encerrava a Carta que mudaria o rumo das decisões mais próximas. Escreveu-a com o coração nas mãos, com as lágrimas nos olhos, durante vários dias. Rabiscou, leu e releu até chegar à carta da sua vida. Abrir, assim, o seu coração tornava-a tão frágil e vulnerável. Mas mais do que já tinha arriscado por ele, não era possível e aquilo eram só palavras. Palavras profundas, carregadas de mágoa e de saudade, de muita saudade. O que diria ele? Tentou não (...)
09.Nov.16

Rabiscos - XIII

Mi
Entrou no seu carro e olhou para o vazio, desligou a música sem sentido e respirou fundo. O mesmo erro. Era um erro, agora, ela sabia. Um erro que não a fazia arrepender, mas que a consumiu emocionalmente. Porquê procurar a vida no que está enterrado? A esperança num beco sem saída? A página virou. Virou no momento que ela bateu com a porta do carro dele, no momento que virou costas e não olhou para trás para lhe sorrir, como sempre fez. Ele nunca lhe pertenceu e agora que ela se (...)