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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

31
Mar18

Desvairos #10

Mi

Esta semana, exactamente no dia 26, passou um ano desde que eu e o meu Namorado começámos a viver juntos.

Já passou um ano. Estive 28 anos a morar com os meus Pais e quando eu e ele decidimos começar a pensar a sério no assunto, foi algo pelo qual ansiava. Sentia-me preparada para este passo. Toda a azáfama da mudança, de encaixotar, de descartar, de organizar e de encontrar um novo lar para todas as minhas coisas preenchiam-me a cabeça: era a minha praia - arrumar e organizar.

Sempre que andávamos nas compras, era entusiamante sentir que finalmente estávamos a fazer as primeiras compras para a nossa casa.

Nessa noite do dia 26, em 2017, entrei na minha nova casa e caí em mim. Chorei desconsoladamente, sabendo que "para trás" estava o meu quarto cheio de pormenores da Torre Eiffel, os meus gatos, a minha rotina de 28 anos. Os meus Pais. Chorei e continuei a chorar durante meses e, passado um ano, enquanto escrevo isto, as lágrimas continuam a cair-me.

Tantas vezes me pergunto porque não posso eu ser como as outras pessoas e viver tudo isto mais intensamente? Porque não pude fazer daquela primeira noite tão inesquecível, como seria de esperar?

 

As lágrimas não são de infelicidade, são de saudade. E há dias em que a saudade bate mesmo forte, apesar de poder ver os meus Pais quase todos os dias. Mas há coisas que não voltam mais: o cheirinho a torradas ao sábado de manhã, o meu pijama embrulhado no saco de água quente sempre que eu chegava tarde a casa, o beijinho de bons dias, o aconchego dos meus gatos, "mãe, o que é o jantar?", as tardes no sótão a criar artesanato, o tempo que tinha para escrever em todos os meus blogs, a companhia do meu pai, os abraços constantes, ficar em casa nos feriados perto da minha mãe, trabalhar na mesa da cozinha até tarde... As coisas mais pequenas fazem tanta falta nas horas de maior saudade.

 

Não me falta nada em casa. Felizmente não nos falta trabalho e temos tudo o que precisamos para ter uma vida confortável. Não sou infeliz. Mas sei que bem no fundo ainda não me soube adaptar a tudo isto e sei reconhecer que nos momentos de maior desiquilíbrio é quando me foco mais no trabalho (ou nos trabalhos!!), em arrumar a casa e em sentir que posso ter tudo perfeito à minha volta.

 

Bem sei que todas as pessoas são diferentes, mas alguém aí desse lado que se possa identificar mesmo que seja um bocadinho com tudo isto? É verdade que uma mudança será sempre uma mudança, mas quanto tempo precisamos para nos adaptar?

 

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(Este Texto está em desacordo ortográfico)

 

16
Mar18

Rabiscos - XXIV

Mi

Na Vida percorremos caminhos muitas vezes difíceis de entender. Voltamos a percorrê-lo vezes e vezes sem conta, até encontrarmos a lição necessária a retirar das experiências. Tantas vezes o caminho parece-nos longo e infinito; fechamos os olhos aos sinais, voltamos a tropeçar, a voltar para trás. Vemo-nos num labirinto de escolhas e emoções. Até que paramos e, num momento de lucidez, damos conta que é tempo de finalizar o caminho que atravessamos. É tempo de deixar para trás essas pedras, essa direção.

Quando terminamos o nosso caminho sentimos uma leveza inexplicável e perguntamo-nos como não conseguimos fazer isto antes; a vida sussurra-nos: "ainda não estavas preparada"

 

 

 

.

 

 

03
Mar18

Coisas Fofas de 2018 #4, #5, #6 #7 e #8

Mi

Acredito em Anjos. Lembro-me de ter cerca de 4 anos e ver pelo menos três seres muito pequeninos, parecidos a pequenas abelhas luminosas, que me acompanhavam todos os dias. Conversava com eles. Amigos imaginários? Podem designá-los como preferirem. Não os imaginava: mas lembro-me que durante muito tempo não falava da sua existência. Pouco antes de mudar de casa, com cerca de 5 anos, estava eu no corredor da antiga casa, junto ao baú de madeira, quando perguntei à minha Mãe se também conseguia ver aqueles meus Amigos.

Vi-os ainda durante algum tempo, até que foram desaparecendo, fisicamente. Diziam-me que não podiam aparecer mais. Desde sempre senti a sua presença.

Sinto-me próxima deles. São os confidentes celesteais. É a eles que busco conforto, coragem e calma. É a eles que agradeço pelas "coincidências". É a eles que peço sinais; os mesmos sinais que nem sempre percebo. Então, eles esmeram-se um pouco mais, até que eu perceba a mensagem.

Ter apanhado uma gastroenterite e passar a noite no hospital ou regressar de Itália separada do meu namorado no voo, por questões logísticas, foram, por exemplo alguns dos sinais. A fragilidade e a separação. Num minuto estávamos ali de mão dada, noutro minutos estávamos "separados". Dramatizando? Não. Percebendo que a vida é isto: poucas garantias, muitos sinais importantes e muitas coisas que tomamos como nossas. Não controlamos nada. E todas as coisas fofas que escrevo aqui hoje, foram, sem dúvida, presentes dos meus Anjos. Grata.

 

1 - Receber uma rosa vermelha.

2 - Regressar à rotina do Crossfit.

3 - Passar a tarde com a minha J. e com o meu futuro sobrinho :)

4 - Planear a viagem a Itália!

5 - Chegar tarde a casa e ter pizza de Kit-kat à minha espera.

6 - Passar a tarde em casa dos meus Pais (que saudades!)

7 - Lanchar num sítio novo com a S.

8 - Sentir-me realizada a dar aulas.

9 - Poder passar tempo com o meu Pai.

10 - Ter um jantar aconchegante com a minha "mana" N. e com a S.

11 - Trabalhar no meu próprio projeto de formação.

12 - Eu e o meu Pai dividirmos sempre uma cookie de amêndoas e caramelo, nos intervalos da Formação.

13 - Sentir-me feliz na minha casa.

14 - Mesmo trabalhando ao domingo, sentir que passam tranquilamente e que são sempre especiais.

15 - Fazer meditação de alinhamento dos chacras e visualizar muitas penas brancas.

16 - Fazer a mala para a nossa primeira viagem a Itália!

17 - Ter um momento para pegar num livro e ler, tranquilamente, enquanto me cortam o cabelo.

18 - Sentir-me relaxada enquanto recebo uma massagem às mãos.

19 - Cuidar da minha mãe.

20 - Eu e ele fazermos a nossa primeira viagem de avião!

21 - Andar de gôndola, em Veneza :)

22 - Ir de comboio até Bolonha e andarmos à neve, completamente congelados!

23 - Passearmos, tranquilamente, pelas ruas mais calmas de Veneza.

24 - Sentir-me aconchegada na companhia dele.

25 - Receber muito carinho depois de uma noite no hospital.

26 - Ter a ajuda da minha Mãe.

27 - Entender que o amor existe todos os dias, em cada gesto pequeno e que isso é suficiente.

28 - Os meus Pais visitarem-me.

29 - Começar o meu projeto de formação.

30 - Ter paz no meu coração.

31 - Planificar uma nova rotina.

32 - Sentir-me bem e com energia.

33 - Ver a minha Mãe feliz!

34 - Chegar a casa, fazer o jantar e deixar a casa a cheirar a assado no forno.

35 - Visitar os meus avós e os meus pais.

 

 

 

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Bem-vindos às dificuldades, às histórias, aos testemunhos e às curiosidades, às horas de desespero e de realização de uma Técnica Superior de Turismo que em part-time não passa de uma Turista vagueando pela vida, fazendo reservas aqui e ali num Hotel chamado Mundo.

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