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Livro de Reservas

Bem vindos! Sou apenas uma Turista cheia de bagagem, em viagem pela Vida, registando Reservas aqui e ali num Hotel chamado mundo.

Livro de Reservas

22.Mai.16

Coisas fofas da semana #28 e #29

Mi

O post sobre as minhas coisas fofas tem andado realmente a ser menosprezado. Não sei se já sentiram que uma semana estão plenos de energia, em equilíbrio e harmonia com o mundo e na semana a seguir sentem que são as piores pessoas do mundo, sem chegar a lado nenhum, a sentirem que mentem sobretudo a vocês próprios. Bem... estou nessa fase. Estou mais do que desorientada... estou para descobrir se somos livres de viver as nossas próprias aventuras ou isso é demasiado egoísmo? Quantas vidas podemos viver na nossa própria? Quantos sonhos podemos realizar, paralelamente, mesmo que não se encaixem na vossa "vida principal"? E a felicidade, será um risco?

Enquanto não encontro respostas, vale a pena resgatar o que me fez sorrir nas duas últimas semanas:

 

1 - Apanhar a primeira noite de primavera e caminhar, descontraidamente, a sentir o quente da noite e o brilho das estrelas;

2 - Saborear o pôr do sol, de olhos fechados;

3 - Sair das estatísticas do desemprego e passar a ser Trabalhadora Independente (ter isto escrito faz bem ao ego :) )

4 - Estar num descampado, a ver as estrelas, a ouvir música e a curtir o momento, descontraidamente.

5 - Encontrar novas músicas Indie super fofas;

6 - Chorar sempre que ouço a música "Grow" (aquela letra pá...);

7 - O meu namorado acompanhar-me em coisas que são chatas para ele;

8 - Viciar-me no Crossfit;

9 - O meu namorado abraçar-me e fazer-me sentir completa;

10 - Sonhar acordada;

11 - Assistir a um espectáculo de stand-up comedy e fartar-me de rir! É uma óptima terapia! :)

12 - Aprender a fazer companhia a mim própria, a aceitar-me com todos os meus defeitos e a aprender a melhorar a cada dia.

13 - Receber um telefonema da minha Irmã;

14 - Tratar, finalmente, da minha pele e ver resultados :)

 

Que venha mais uma semana...

 

 (Este texto está em Desacordo Ortográfico)

13.Mai.16

Rabiscos - IV

Mi

Quando ela acordou, sentiu-se insegura. Não dava conta da vida que lhe passava; sentia que os últimos dias tinham sido tão intensos, tão cheios de emoções, e naquele momento em que abriu os olhos reconheceu que se tinha perdido de tudo. Perdeu-se, mas não sabia, ainda, como se encontrar. Não se queria libertar das borboletas no estômago, da atenção, do carinho. Ele era o seu primeiro amor. Ela tinha consciência do quanto ele lhe fazia mal: os dias sem um telefonema, as horas de indiferença... Contudo, quando estavam juntos isto pareria-lhe tão pequeno, comparado com a forte e inexplicável ligação que os atraía para os braços um do outro. E tudo o que viviam parecia-lhe tão irreal. Nas horas sem ele, navegava pelos pensamentos, pelas pequenas coisas que partilhavam: as mãos dadas no sofá da sala, o cheirinho do almoço que ele cozinhava, os passeios com o cão, as noites que passavam em branco aninhados um ao outro, aquele perfume inconfundível que parecia nunca a abandonar.

E depois ele desaparecia. E ela chorava, em silêncio, sentada no banco do jardim onde tantas vezes se encontraram, à espera que ele voltasse. E aquela saudade apertava-lhe o peito e confundia ainda mais a sua cabeça. Porque é que não o conseguia deixar ir? Porque ansiava tanto abraçar-se a ele? Porque sentia tanta falta dos nomes carinhosos que ele lhe chamava? Porque acabou a magia?

 

Levantou-se da cama e, mais uma vez, deixou a determinação de o querer esquecer bem emaranhada nos lençóis. Talvez amanhã seja diferente, pensou. Mas todos os dias passavam iguais e todos os dias ela se afundava mais neste sentimento de lhe querer pertencer.

 

 (Este texto está em Desacordo Ortográfico)

11.Mai.16

Rabiscos - III

Mi

À medida que os dias forem passando, as memórias ficarão apenas isso, memórias. Pensar nisto, causa-lhe alguma ansiedade, um vazio até. Ele nunca esquecerá como o sorriso dela o conquistou desde o primeiro segundo; aquele jeito inocente e humilde e o seu ar desastrado roubaram-lhe a atenção. Sentia-se atrapalhado mas meteu conversa com ela e não deixaram mais de se falar. Até agora. E este vazio sem ela, rouba-lhe o sono, a concentração e torna-lhe os dias tão grandes e infinitos...

Ele sabe que ela não lhe pertence. Ele era de outra pessoa. Ela era livre. Eles sabiam que nunca se pertenceram um ao outro, mesmo no meio de todas as carícias, mesmo quando foram um só.

Não esquece a primeira vez que as mãos dela lhe tocaram as suas: foi um choque pelo corpo inteiro. A presença dela alimentava o sorriso dele e, todos os dias, ele a desejava tão perto. Aquele primeiro beijo, tão correspondido e verdadeiro, ainda o sente nos lábios. As conversas ao telefone duravam horas, os passeios de carro, à noite, faziam-nos tão cúmplices. Ficavam a olhar as estrelas, a cantar desafinadamente, a rir, a trocarem beijos e fazerem planos que nunca se iriam concretizar... naqueles momentos, só deles, eram um do outro. Mas as suas vidas continuavam, invariavelmente, sem espaço para os seus desejos.

A maior dor para ele foi a separação. A separação de algo que na verdade nunca pode existir. E agora, parece que o perfume dela ainda está embrenhado em cada roupa dele e sempre que os olhos se fecham, os momentos que passaram juntos vêm e vão, numa sequência que só lhe traz lágrimas de saudade. O telefone não toca mais, ela não aparece mais, os abraços não voltam. Sem querer ele apaixonou-se e não sabe como combater a solidão que lhe ocupa o coração.

 

Ele sabe que o tempo há-de passar e o que outrora foram lágrimas, se transformarão em sorrisos nostálgicos, daquele tempo em que eles os dois se cruzaram.

 

E foi assim, que ele viveu um amor impossível.

 

 (Este texto está em Desacordo Ortográfico)

07.Mai.16

Rabiscos - II

Mi

Há espaço para sonhar quando os corações são livres e amados e, na incerteza da vida, o laço emocional é mais forte que a tesoura das inseguranças. E voa livremente, o coração mais selvagem e aventureiro, sem esquecer de voltar à casa que lhe pertence. Viaja e percorre o mundo e descobre que o seu lugar não é por aí fora, sem rumo, mas protegido no abraço que sempre conheceu. Nunca haverá nenhum outro coração que o tome de assalto.

A paz regressa a esse espírito irreverente e inquieto, onde permanecem as boas memórias, os sentimentos de arrepiar.

 

E nada se compara ao abraço que sempre conheceu.

 

(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

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