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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

Livro de Reservas

09.Mar.15

O rescaldo do Dia da Mulher

Mi

Pela primeira vez na minha existência, participei num ajuntamento feminino dedicado ao Dia da Mulher. Não é de todo a minha praia, sendo eu uma pessoa introvertida, com medo de multidões e pavor ao ruído excessivo. Fui levada para um Jantar do Dia da Mulher e em vez de lamentar a minha sorte, fui como observadora.

Aprendi algumas coisas nesta minha experiência:

1- A primeira reacção das outras mulheres quando entramos no restaurante, ou no espaço dedicado à degustação, é olharem as outras da cabeça aos pés;

2- Reside um clima hostil de muitos sorrisos amarelos e falsidade;

3- Com algumas excepções, têm todas ar de quem vai começar à estalada por qualquer insignificância;

4- Costumam dizer que as mulheres quando se produzem nunca é para os maridos/namorados/companheiros/amantes, mas sim para as outras mulheres com quem se possam eventualmente cruzar na rua. Estes jantares provam essa teoria;

5- Não sei porque é que ficam histéricas, como se nunca tivessem saído de casa;

6- Neste dia, e com algumas excepções também, ficam muito arrogantes a falar mal dos maridos/namorados/companheiros/amantes como se nunca mais na vida precisassem deles;

7- É a oportunidade que têm de apalpar os abdominais do stripper e fingirem-se incomodadas.

8- Outra coisa... porque é que há sempre strippers? (não me lembro de ser um dos pontos de luta das "suffragettes", no século XIX/XX)

 

 

 

 

04.Mar.15

O que é estar desempregado voluntariamente

Mi

Estar desempregado voluntariamente é:

- passar demasiado tempo connosco até nos cansarmos da própria companhia;

- rever os episódios dos Morangos com Açúcar e lembrar a adolescência despreocupada;

- acordar de manhã e poder passear o cão sem tempo limitado;

- deitar na cama e poder ler 20 capítulos do livro sem pensar nas horas;

- sentir que os sonhos estão adiados: o sonho de ter casa, de casar, de nos realizarmos pessoalmente;

- sentir solidão na maior parte do dia;

- dar conta que os obstáculos são cada vez maiores;

- desanimar, porque a nossa persistência, a vontade de mudar e a veia empreendedora não estão a levar-nos a nenhum lado;

- questionar tudo o que nos rodeia;

- sentir que não somos realmente compreendidos;

- não querer sair de casa;

- ter que participar em "acções dinâmicas" do Centro de Emprego, fechados numa sala onde 98% da plateia não toma banho e se vangloria com o subsídio de desemprego e de inserção social;

- ter uma oportunidade de mudança que deixa de fazer sentido;

- ficar triste.