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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

26
Fev15

Considerações de quem usa óculos

Mi

Tinha eu cerca de 11 anos quando fui ao oftalmologista pela primeira vez. Fiquei radiante quando soube que teria que usar óculos. Gostei, logo de início, por me dar um ar intelectual (se bem que ter uns óculos com armação do Mickey não passaria bem a imagem que eu gostava...).

Não sei se isso é possível, ou não, mas os meus olhos, que só precisavam dos seus auxiliares para ler, foram ficando preguiçosos, pois eu não largo os óculos desde aí (sim, às vezes até para tomar banho me esqueço de os tirar... e dão jeito na verdade).

Posto isto, e 15 anos depois da minha primeira "enxerguice" do mundo com óculos, venho apresentar algumas considerações sobre pessoas que usam óculos:

 

#1: Dá-nos um ar efectivamente intelectual. Tem sido assim que consigo passar uma imagem mais séria e menos de garota (cof, cof);

#2: Sempre que tiro os óculos para os limpar, as pessoas dizem: "Ficas estranha sem óculos!" (estranha como? fico com cara de ET?) Ou, "deverias andar sem óculos e optar por lentes" (mas eu optei por óculos.Tenho a sensação que quando eu pusesse a primeira lente, ia-me dar um fanico qualquer. Quer dizer, o pior mesmo é tirar... andar ali a escarafunchar no olho... Cruzes, canhoto. Ia precisar de um anestesista a tempo inteiro...)

#3: É difícil cortar as unhas dos pés sem óculos...

#4: Há uma cena muito engraçada que as pessoas fazem quando me pedem que eu tire os óculos: colocam alguns dedos à frente da minha cara e perguntam se eu vejo a duplicar... Oh gentxi, no mínimo eu não enxergava nenhum... agora a duplicar, só depois de beber uns canecos.

#5: Uma coisa irritante: as pessoas pedem para experimentar os meus óculos e pegam-lhe pelas lentes... Não, por favor! Isso custa muito a limpar....

#6: É um desafio cumprimentar alguém com dois beijinhos na cara, se a outra pessoa também usa óculos.

#7: Sim, digamos que também atrapalham na intimidade... é sempre melhor tirar.

#8: Adormecer deitada no sofá a ver televisão é quase impossível. Não há uma posição para a cabeça nas almofadas fofas por causa dos óculos que acabam por ficar enviesados.

#9: Mas tem uma grande vantagem, os óculos ajudam a esconder as olheiras... :)

 

Alguém por aí que também use óculos?

 

 

 

 

 

21
Fev15

TPM das Gatas

Mi

Sou dona de um felino há 1 ano e 7 meses. Sou dona de uma felina adoptiva há cerca de um mês e 10 dias.

A gata tem cerca de 7 meses. Sim, entrou na fase da procriação sem correspondência.

Tenho uma palavra. Pesadelo. Já é suficientemente deprimente estar em casa todos os dias a pensar na morte da bezerra... Agora com uma banda sonora de fundo que vai do miado pedinte ao miado que se assemelha ao choro de uma criança... É indescritível.

Os meus gatos partilham uma divisão. É um sótão inteiro com aquecimento central, brinquedos, comida e água à disposição, esconderijos e almofadas para sestas. Desde que a minha gata está de TPM o meu gato demonstra-se saturado, sem paciência e bufa-lhe cada vez que ela se aproxima... Logo, demonstra resistência sempre que tem de ir para o sótão.

Transpondo isto para a realidade humana, só encontro semelhanças. E agora eu... finalmente entendo o "sofrimento" do sexo masculino... É que 10 dias depois a paciência começa a dar sinais de fraqueza... Já para não falar do novo ambientador designado por urina de gata que passeia pelos cantos da minha casa. Não há snacks, carinhos e atenção que valham à minha "piquena".

A gata amadureceu antes que pudesse fazer alguma coisa e no fundo nunca é agradável ver os nossos animais em sofrimento... físico, emocional... Por isso mesmo na terça já vou "cortar o mal pela raiz" (leia-se, esterilização). É necessário acabar com o sofrimento da gata e, com o meu, vá... ;)

 

 (Este texto está em Desacordo Ortográfico)

 

 

19
Fev15

Como sobreviver a Exames de Alemão

Mi

Tenho uma paixão quase incompreendida pela Língua Alemã. Não ando por aí, sempre que conheço alguém novo, a espalhar que falo alemão, até porque a conjuntura política obriga-me a que este conhecimento linguístico seja quase um segredo. Gosto e pronto. Talvez pelas raízes familiares e por ter passado a minha pré-adolescência a ouvir noticiários alemães.

Ora pois então, já se somam 10 anos desde que me inscrevi na minha primeira aula de alemão. Tenho noção que me faltou, logo à partida, um bom acompanhamento inicial. Porque não comecei num nivel de iniciação, como deveria ser. Só porque eu entendia e sabia contar até 10, não significava que eu sabia falar e compreender a língua!

Mudou a professora e comecei a ganhar algumas bases. Até que esta professora se traduziu noutra má experiência. Então mudei de professor e finalmente fiquei habilitada para realizar um exame de proficiência em alemão. Por isso tenho andado tão desaparecida do blog. Virei um mini-monge enclausurado, a estudar para o bicho papão que é o Goethe Zertifikat, no Goethe Institut. Procurei por algumas dicas na Internet, sobre o que esperar... e não encontrei nada.

Posto isto, e depois de ter passado, decidi que era melhor ajudar quem eventualmente se encontrar no mesmo barco que eu (as próximas datas são já em Junho! :D)

 

Como sobreviver a um Exame no Goethe Institut:

1. Sim, o melhor é estudar intensivamente uma semana antes. Especialmente pelos modelos que são disponibilizados no website.

2. Quando chegar ao Instituto vai sentir que entrou na Alemanha. Mesmo.

3. A parte da escrita... escreva mesmo! Tudo o que lhe vier à cabeça! São no mínimo 180 palavras e a grande desvantagem é que o que em português representam 3 palavras, em alemão é só uma (exemplo: oportunidades de trabalho = Arbeitsmöglichkeiten) ... Aproveite os tópicos que lhe são indicados, pois rendem-lhe umas boas palavras na sua contagem.

4. No exercício de ouvir, em que tem que completar espaços, não se distraia. Aquilo não repete. Não se desconcentre mesmo e não esteja preocupado em escrever bem logo à primeira... Fala a voz da experiência...

5. Se for como eu e tiver uma bexiga pouco proporcional ao seu sistema nervoso, faça sempre xixi nas pausas. E coma também. Aquilo dá fome.

6. A parte oral não é a mais assustadora, pois tem tempo para preparar os temas que lhe vão ser entregues.

7. Não se deixe intimidar pelos seus colegas. Mesmo que lhe pareçam alemães.

8. Depois de feito, vá descansar e não viva em agústia até saber o resultado do exame.

9. Não custou nada, está a ver? :)

 

Boa sorte!

 

08
Fev15

Na Cozinha - Bolo de Maçã

Mi

Há um par de coisas que me enchem o coração e cozinhar (ou tentar) é uma delas. Tenho especial tendência para sobremesas, bolos e bolinhos, mas dêem-me um frango e eu transformo-o em teriaky. Não sou uma especialista, sou uma kitchen lover e gosto de ir espreitando novas receitas que sejam originais e que se tornem inesquecíveis a quem as prova. Nos meus dias de procrastinação no trabalho dei de caras com uma receita fantástica do blog Quanto mais quente melhor que jurei a mim própria que ia testar.

O sábado é o dia por excelência das minhas actividades culinárias e nada mais tendo a acrescentar, deixo-vos com o resultado. Apresento-vos o Bolo de Maçã Épico e a receita encontram aqui.

 

Bolo maçã carimbo.jpg

 Bom apetite :)

 

 

 

(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

06
Fev15

Mude: o Livro que mudou a minha vida

Mi

Numa busca incessante por mudança "esbarrei" neste livro, numa das minhas visitas periódicas a livrarias. Diz o autor, Lúcio Lampreia, que nada é fruto da "sorte", somos nós que empreendemos atitudes que nos trazem novas oportunidades. Eu sei que não foi sorte ter encontrado este livro. Para quem gosta de pensar "fora da caixa" vai-se identificar com cada linha. Este é o livro que me disse o que eu queria ouvir, o que realmente procurava, a motivação e inspiração, sem fantasias, com o testemunho entusiasmante de uma pessoa igual a mim que também ousou sonhar um dia e transformou a sua vida. O mesmo sonho que procurei, que procuro para mim. Senti que ele estava a falar comigo. Senti que este livro foi o empurrão que eu precisava. No meio de pedidos de ajuda, de orações e de desejos de milagres, descobri que o milagre estava dentro de mim. O milagre que se chama coragem.

Este livro teve um impacto bastante profundo nos meus dias e fez-me acreditar que realmente o mundo do trabalho está a mudar... para lá da crise, dos pensamentos pequeninos e da vontade de "tudo ser como era". Nunca mais será, graças a pessoas empreendedoras.

Mudar assusta, sim, e damos muitas vezes por nós a sentirmo-nos sozinhos no meio da multidão. Damos por nós a pensar se sofremos de alguma maleita psicológica que nos faz viver insatisfeitos com o "pouco", com o comodismo. Damos por nós a desejar desaparecer, começar noutro lado, só para não termos de justificar nada a ninguém. Porque com esta crise, só os malucos é que ousam abdicar de emprego. A minha pergunta é: se temos a oportunidade de sermos felizes e realizados, não deveremos arriscar? Fico a pensar o que é que o meu "eu" do futuro gostaria que eu tivesse feito por mim própria.

Todos dizem que não é possível ser feliz no emprego, no trabalho ou no que lhe quiserem chamar. Mas depois vejo tantos testemunhos como o do Lúcio Lampreia que me fazem ter esperança... Então, ousei arriscar.

 

Isto tudo para dizer que me demiti. E hoje foi o meu último dia.

 

 

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Bem-vindos às dificuldades, às histórias, aos testemunhos e às curiosidades, às horas de desespero e de realização de uma Técnica Superior de Turismo que em part-time não passa de uma Turista vagueando pela vida, fazendo reservas aqui e ali num Hotel chamado Mundo.

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