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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

18
Abr18

Uma rotina de quatro empregos...

Mi

Na minha agenda continuo a rabiscar as coisas fofas de todos os dias que ainda não tive oportunidade de passar aqui para o Blog.

As minhas últimas semanas resumem-se a uma palavra: trabalho; aliás, a duas palavras: quatro empregos.

Há um ditado antigo que diz: "não há fome que não dê em fartura", mas o que mais me assusta é se a fartura também não pode dar em fome.

Profissionalmente, sinto-me realizada, mesmo sem horários regulares, fins de semana ou dias de descanso: dou aulas numa escola profissional, sou rececionista num ginásio ao fim de semana, dou formações pós-laborais e, neste mês de Abril, como vem sendo rotina desde 2016, trabalho na produção de um Festival de Música ligado a um Conservatório.

 

Como tem sido gerir a rotina? Não me vou estar a armar em super dona de casa perfeita, porque não é verdade. O chão da minha casa, em geral, está por lavar há cerca de 3 semanas e o pó acumula-se em móveis estratégicos (felizmente não tenho muitos). O quarto de hóspedes está cheio de roupa minha e pela sapateira parece que um tornado por lá andou. O exaustor precisa de uma limpeza profunda, assim como os vidros e as persianas. As varandas precisam da cara lavada para colocar, finalmente, alguns vasos e tripés com flores. O ferro e a tábua de passar estão de férias há cerca de um mês, mas não deixo de colocar a roupa a lavar. Parece o caos mas aprendi, com o meu namorado, que há coisas prioritárias. Com a ajuda dele tem sido fácil suportar a rotina, sempre que aspira a casa, arruma a loiça ou faz batata doce e atum para o jantar quando eu não vou a tempo.

 

Sendo eu uma pessoa obcecada com a organização, perfeccionismo e arrumação estas fases podem tornar-se stressantes, mas percebi que por muita boa vontade que tenha em manter a casa arrumada, o tempo não chega. Já não é só uma questão de organização, é mesmo de tempo; e entre conseguir dormir uma sesta reparadora e ir esfregar a casa, escolho a sesta, porque tempo para dormir e descansar é importante, preciso disso para continuar esta rotina exigente.

 

É uma fase em que não tenho nem tempo para os amigos, que felizmente não me cobram atenção, apenas compreendem que é esta a minha vida.

Já me perguntaram se eu tinha assim tanta necessidade de dinheiro para trabalhar que nem louca, muitas vezes mais de 12 horas, sem dias de pausa... Para já, não. Mas lá está, nunca sei o dia de amanhã. Tenho uma vida confortável, em que, Graças a Deus, não precisamos de estar constantemente a contar o dinheiro se me apetece comprar algo para mim ou para a nossa casa. É uma vida que nos permite ir almoçar ou jantar fora caso não seja possível cozinharmos nessa altura. Tanto eu como o meu Namorado trabalhamos muito para podermos ter uma vida estável e para termos uma almofada que nos permita passar por meses em que eu receba menos dinheiro (hello recibos verdes).

E eu, colecciono vários empregos ao mesmo tempo, por gosto, mesmo. Para me sentir ativa e tal como qualquer pessoa do signo Balança, mesmo não sendo materialista, gosto de ganhar dinheiro e ter sucesso (quem não...)

 

Estou, neste momento, sentada numa mesa tão familiar, com o sol a entrar pelas portadas bracas que ornamentam as janelas do século XVIII, a pensar como estou quase no fim de Abril. A pensar como a azáfama deste Festival me vai deixar saudade.

Fazer o que gostamos é isto: é ver os dias passar, monopolizados por tanto que fazer, sem pressa que eles acabem.

 

 

31
Mar18

Desvairos #10

Mi

Esta semana, exactamente no dia 26, passou um ano desde que eu e o meu Namorado começámos a viver juntos.

Já passou um ano. Estive 28 anos a morar com os meus Pais e quando eu e ele decidimos começar a pensar a sério no assunto, foi algo pelo qual ansiava. Sentia-me preparada para este passo. Toda a azáfama da mudança, de encaixotar, de descartar, de organizar e de encontrar um novo lar para todas as minhas coisas preenchiam-me a cabeça: era a minha praia - arrumar e organizar.

Sempre que andávamos nas compras, era entusiamante sentir que finalmente estávamos a fazer as primeiras compras para a nossa casa.

Nessa noite do dia 26, em 2017, entrei na minha nova casa e caí em mim. Chorei desconsoladamente, sabendo que "para trás" estava o meu quarto cheio de pormenores da Torre Eiffel, os meus gatos, a minha rotina de 28 anos. Os meus Pais. Chorei e continuei a chorar durante meses e, passado um ano, enquanto escrevo isto, as lágrimas continuam a cair-me.

Tantas vezes me pergunto porque não posso eu ser como as outras pessoas e viver tudo isto mais intensamente? Porque não pude fazer daquela primeira noite tão inesquecível, como seria de esperar?

 

As lágrimas não são de infelicidade, são de saudade. E há dias em que a saudade bate mesmo forte, apesar de poder ver os meus Pais quase todos os dias. Mas há coisas que não voltam mais: o cheirinho a torradas ao sábado de manhã, o meu pijama embrulhado no saco de água quente sempre que eu chegava tarde a casa, o beijinho de bons dias, o aconchego dos meus gatos, "mãe, o que é o jantar?", as tardes no sótão a criar artesanato, o tempo que tinha para escrever em todos os meus blogs, a companhia do meu pai, os abraços constantes, ficar em casa nos feriados perto da minha mãe, trabalhar na mesa da cozinha até tarde... As coisas mais pequenas fazem tanta falta nas horas de maior saudade.

 

Não me falta nada em casa. Felizmente não nos falta trabalho e temos tudo o que precisamos para ter uma vida confortável. Não sou infeliz. Mas sei que bem no fundo ainda não me soube adaptar a tudo isto e sei reconhecer que nos momentos de maior desiquilíbrio é quando me foco mais no trabalho (ou nos trabalhos!!), em arrumar a casa e em sentir que posso ter tudo perfeito à minha volta.

 

Bem sei que todas as pessoas são diferentes, mas alguém aí desse lado que se possa identificar mesmo que seja um bocadinho com tudo isto? É verdade que uma mudança será sempre uma mudança, mas quanto tempo precisamos para nos adaptar?

 

Snapchat-1505104217.jpg

 

(Este Texto está em desacordo ortográfico)

 

16
Mar18

Rabiscos - XXIV

Mi

Na Vida percorremos caminhos muitas vezes difíceis de entender. Voltamos a percorrê-lo vezes e vezes sem conta, até encontrarmos a lição necessária a retirar das experiências. Tantas vezes o caminho parece-nos longo e infinito; fechamos os olhos aos sinais, voltamos a tropeçar, a voltar para trás. Vemo-nos num labirinto de escolhas e emoções. Até que paramos e, num momento de lucidez, damos conta que é tempo de finalizar o caminho que atravessamos. É tempo de deixar para trás essas pedras, essa direção.

Quando terminamos o nosso caminho sentimos uma leveza inexplicável e perguntamo-nos como não conseguimos fazer isto antes; a vida sussurra-nos: "ainda não estavas preparada"

 

 

 

.

 

 

03
Mar18

Coisas Fofas de 2018 #4, #5, #6 #7 e #8

Mi

Acredito em Anjos. Lembro-me de ter cerca de 4 anos e ver pelo menos três seres muito pequeninos, parecidos a pequenas abelhas luminosas, que me acompanhavam todos os dias. Conversava com eles. Amigos imaginários? Podem designá-los como preferirem. Não os imaginava: mas lembro-me que durante muito tempo não falava da sua existência. Pouco antes de mudar de casa, com cerca de 5 anos, estava eu no corredor da antiga casa, junto ao baú de madeira, quando perguntei à minha Mãe se também conseguia ver aqueles meus Amigos.

Vi-os ainda durante algum tempo, até que foram desaparecendo, fisicamente. Diziam-me que não podiam aparecer mais. Desde sempre senti a sua presença.

Sinto-me próxima deles. São os confidentes celesteais. É a eles que busco conforto, coragem e calma. É a eles que agradeço pelas "coincidências". É a eles que peço sinais; os mesmos sinais que nem sempre percebo. Então, eles esmeram-se um pouco mais, até que eu perceba a mensagem.

Ter apanhado uma gastroenterite e passar a noite no hospital ou regressar de Itália separada do meu namorado no voo, por questões logísticas, foram, por exemplo alguns dos sinais. A fragilidade e a separação. Num minuto estávamos ali de mão dada, noutro minutos estávamos "separados". Dramatizando? Não. Percebendo que a vida é isto: poucas garantias, muitos sinais importantes e muitas coisas que tomamos como nossas. Não controlamos nada. E todas as coisas fofas que escrevo aqui hoje, foram, sem dúvida, presentes dos meus Anjos. Grata.

 

1 - Receber uma rosa vermelha.

2 - Regressar à rotina do Crossfit.

3 - Passar a tarde com a minha J. e com o meu futuro sobrinho :)

4 - Planear a viagem a Itália!

5 - Chegar tarde a casa e ter pizza de Kit-kat à minha espera.

6 - Passar a tarde em casa dos meus Pais (que saudades!)

7 - Lanchar num sítio novo com a S.

8 - Sentir-me realizada a dar aulas.

9 - Poder passar tempo com o meu Pai.

10 - Ter um jantar aconchegante com a minha "mana" N. e com a S.

11 - Trabalhar no meu próprio projeto de formação.

12 - Eu e o meu Pai dividirmos sempre uma cookie de amêndoas e caramelo, nos intervalos da Formação.

13 - Sentir-me feliz na minha casa.

14 - Mesmo trabalhando ao domingo, sentir que passam tranquilamente e que são sempre especiais.

15 - Fazer meditação de alinhamento dos chacras e visualizar muitas penas brancas.

16 - Fazer a mala para a nossa primeira viagem a Itália!

17 - Ter um momento para pegar num livro e ler, tranquilamente, enquanto me cortam o cabelo.

18 - Sentir-me relaxada enquanto recebo uma massagem às mãos.

19 - Cuidar da minha mãe.

20 - Eu e ele fazermos a nossa primeira viagem de avião!

21 - Andar de gôndola, em Veneza :)

22 - Ir de comboio até Bolonha e andarmos à neve, completamente congelados!

23 - Passearmos, tranquilamente, pelas ruas mais calmas de Veneza.

24 - Sentir-me aconchegada na companhia dele.

25 - Receber muito carinho depois de uma noite no hospital.

26 - Ter a ajuda da minha Mãe.

27 - Entender que o amor existe todos os dias, em cada gesto pequeno e que isso é suficiente.

28 - Os meus Pais visitarem-me.

29 - Começar o meu projeto de formação.

30 - Ter paz no meu coração.

31 - Planificar uma nova rotina.

32 - Sentir-me bem e com energia.

33 - Ver a minha Mãe feliz!

34 - Chegar a casa, fazer o jantar e deixar a casa a cheirar a assado no forno.

35 - Visitar os meus avós e os meus pais.

 

 

 

08
Fev18

Coisas Fofas de 2018 #2 e #3

Mi

Incrivelmente, tenho sentido muita dificuldade em fazer este exercício de coisas fofas. Há alturas em que a Vida passa igual, demasiado rotineira, cheia de pressa. E eu, lá ando envolta em introspeções, arurmação da casa ou resoluções rabiscadas em listas que adormecem em cima da minha secretária. Entretanto, tenho 4 semanas que passaram com a certeza de trazerem coisas simples e bonitas que fui deixando passar ao lado, inadvertidamente...

 

Tenho chorado mais do que seria expectável. Começo a suspeitar que "ser grande" é isto: é o "vai-se" andando, é tentar fazer com que os dias valham a pena, mesmo que só nos apeteça ficar no sofá, refugiados numa manta, longe de pessoas, de confrontos ou de memórias. Dá muito trabalho ser grande. Dá vontade, tantas vezes, de fechar as portas e de voar, sem pensar demasiado. E depois, há coisas que mudam e quando nos apercebemos há pessoas para as quais já não temos a mesma importância ou para as quais já não somos uma prioridade. Nunca fui de ter muitos amigos, pois sempre tive problemas em confiar: as pessoas acabam sempre por deixar a minha vida; sorrateiramente, vão-se, especialmente quando já não tenho mais força para segurar a corda.

 

 

Quando temos tudo o que precisamos, todo o conforto, amor e aconchego do mundo e continuamos com um vazio, apenas a culpa se abate sobre nós. Porque não descobrimos o que efetivamente falta para estarmos plenamente felizes e despreocupados. Ser grande é isto, realmente? Ou será que estou a fazer alguma coisa mal?

 

Deixo duas semanas atrasadas de coisas fofas... O resto, há-de vir...!

1 - Sentir produtividades e mudanças em alguns dos meus alunos.

2 - Comer pão com queijo e beber Cappuccino sentada no sofá, a ver televisão.

3 - Jantar entrecosto feito pela minha mãe.

4 - Poder estar em casa a tratar da rotina doméstica.

5 - Adormecer no colo dele, no sofá.

6 - Ter o aconhcego da minha irmã, mesmo à distância.

7 - Passar um Domingo em modo pausa.

8 - Chegar a casa e estar incrivelmente quentinha e aconcehgante.

9 - Jantar de mão dada, na mesa da sala.

10 - Passar uma tarde feliz na companhia da minha J.

11 - Frequentar uma formação com o meu Pai e divertirmo-nos durante as sessões.

12 - Sentir-me serena, com vontade de ser cada vez melhor.

13 - Chegar a casa e ser recebida com muitos mimos.

14 - Ter um dia de trabalho produtivo no Ginásio.

 

 

 

26
Jan18

Oh Stora! #2

Mi

Hoje esta rubrica traz-me uma tristeza... Talvez mais uma sensação de impotência perante a vida ou a natureza humana. "Oh stora" pode ser hoje, muito bem, um pedido de ajuda.

Numa segunda-feira tenho uma aluna que não apareceu. Já conhecia algum do histórico dela, das conversas ignóbeis entre os meus colegas professores que acham mais fácil julgar e não compreender; um histórico pautado pela rebeldia adolescente que esconde uma personalidade frágil, um medo de rejeição. Nessa segunda-feira a minha aluna não apareceu porque se tentou suicidar. E na sala dos professores só posso perceber comentários de superioridade.

Alguém se apercebeu que aquela miúda de 17 anos podia ter morrido, realmente?

Porque me toca tanto? Porque apesar de ter alunos insolentes, pouco cooperantes, rebeldes e sem postura, é preciso perceber que são pessoas que tenho ali à minha frente, todas as vezes que entro na sala de aula. Mesmo que a sua atenção esteja virada para os telemóveis e para as redes sociais, tenho sempre a ingénua ideia que hei-de chegar a alguém. Como cheguei àquela aluna, no último dia de aulas do 1º período: quando fui capaz de a fazer perceber os seus pontos fortes e lhe mostrei que acredito que ela pode ter sucesso. Posso dizer que a minha aluna olhou para mim e sorriu, envergonhada. Sorriu como se não ouvisse um elogio desde sempre.

Ao voltar, no 2º período, mudou de mesa, começou a participar ainda mais nas minhas aulas e estava motivada. E como eu me sentia feliz! Poder chegar a alguém desta forma é uma realização pessoal.

Então naquela segunda-feira, enquanto observava, demoradamente, a mesa dela vazia, senti uma tristeza imensa. Pensei como nunca mais a poderia ver ali. E isso é triste, porque estamos a falar de um ser humano. Ninguém deveria sentir-se tão sozinho no mundo ao ponto de se querer suicidar. Mas senti também, tanta impotência...

Talvez possa ser considerada ingénua ao pensar que posso mudar a vida destes miúdos, por absorver estas situações. É uma utopia querer transformá-los em pessoas melhores, em querer fazer a diferença na vida deles. Contudo, acredito que talvez consiga, nem que seja por algum momento, dar-lhes alguma inspiração. Tenho a certeza que possuo uma missão em mãos: espalhar luz. Luz e Amor. Porque a rebeldia, para eles, é apenas uma armadura. É a sua frágil arma de defesa.

 

Quando a minha aluna voltará, não sei. Mas o lugar dela está lá. E a minha vontade de a acolher, também. Sem comentários negativos, sem discriminação.

 

 

 

 

 

18
Jan18

Coisas Fofas de 2018 #1

Mi

Como em tudo, nos meus dias, este Post vem atrasado... Duas semanas, sensivelmente... Uma das minhas resoluções de Ano Novo continua a ser melhorar o meu timing... Recebi de presente no Natal, inclusivamente, este relógio, de uma Amiga próxima que vem confirmar as minhas suspeitas...

 

Está a começar um Novo Ano, com algumas melhorias ponderadas. Conversava, com a minha Irmã, que na realidade as mudanças, são um processo. Nada acontece, magicamente, de um dia para o outro. E é verdade... São pequenos passos que nos levam a uma decisão maior, que nos levam ao dia em que não queremos fazer mais de trouxas, não queremos chegar mais atrasados, não queremos deixar portas abertas, queremos encerrar capítulos.

A primeira semana do Ano trouxe-me coisas fofas, apesar de algumas lágrimas:

 

1 - Passar o Novo Ano na companhia de pessoas importantes.

2 - Dispensar um dia inteiro à preguiça no sofá, com ele.

3 - Passar tempo com a minha Mãe, vendo as montras.

4 - Ir ao cinema e comer pipocas desalmadamente.

5 - Regressar à Meditação.

6 - Estar no sofá de minha casa a apreciar a Árvore de Natal e sentir-me grata pela alegria da época festiva.

7 - Apreciar o meu dia de trabalho no Ginásio, após a pausa de Natal.

 

 

 

06
Jan18

Desvairos #9

Mi

Ontem foi a vez de chorar, desalmadamente, por uma sopa que encontrou o seu jazigo no meu imaculado chão da cozinha. Isto em psicologia chama-se deslocamento. Não estou triste pela sopa. Estou triste por tudo menos pela sopa.

Dizem os entendidos da organização que se nos quisermos sentir em equilíbrio devemos arrumar gavetas, pois uma gaveta desarrumada é o espelho dos nossos dias. Hoje abri uma das gavetas da minha secretária e descobri porque me sinto tão frágil e tão desarrumada da vida...

Mas hoje também foi o dia que regressei à meditação. Terminar a meditação com uma imagem maravilhosa que me surgiu, em que estava envolvida e embalada, qual bebé num colo, em asas gigantes de um Anjo, tão brilhantes, tão confortantes, alimentou a minha serenidade. O Ano Novo iniciou há quase 1 semana. Quase me esqueço. 2017 trouxe mudanças: de casa, de atitude, de pensamento, de perspectivas.

Revivem-se os sonhos em mais um Ano vindouro: desejo e projecto realizações que almejo cumprir. Por mim. Para manter a minha paz interior, o meu equilíbrio e a minha sanidade. Coisas tão simples como organizar-me mais, deixar de procrastinar, desligar-me mais das redes sociais, ler mais, trabalhar mais, atrasar-me menos, dizer mais "não", dizer alguns "adeus" importantes e ser fiel a todas as coisas que surgirem para serem encerradas. Tão simples assim.

Chega a hora que precisamos apenas de nos desligar,  aconchegarmo-nos no colo de quem não nos pede explicações, apenas nos abraça e nos faz sentir que toda a nossa Vida continua a fazer sentido e que não somos pessoas tão más ou tão culpadas como imaginamos na nossa cabeça. Então o choro desaparece: o choro pela sopa, pelo computador... Dá lugar a sorrisos trocados entre goladas de chá e garfadas de bolo, no lugar do costume, com quem sempre quis estar do nosso lado.

(Este Texto está em desacordo ortográfico)

 

 

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