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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

15
Mar16

Quem quer ser recrutado?

Mi

Há sempre um tema tendência no meu Blog, dependendo da situação em que me encontro: seja sobre trabalhar como Recepcionista, ou sobre experiências profissionais no mundo do Turismo, daí que agora o tema sobre o qual mais escrevo seja o desemprego e as minhas "aventuras" nas entrevistas de Emprego.

Hoje, sai mais um tesourinho de uma Entrevista que fui.

Vou agora fazer aqui um pequeno serviço público e deixar algumas respostas a perguntas vindas do subconsciente lunático de um qualquer recrutador.

 

Pergunta Nº 1: Porque é que se candidatou para este cargo?

O que eu respondi: Porque este cargo vai de encontro às minhas expectativas profissionais, sendo uma área que me atrai por ter tantos desafios diários.

 O que eu pensei: Porque estão a recrutar e eu estou a precisar de um emprego.

 

Pergunta Nº 2: Se já estagiou neste ramo porque é que nunca trabalhou em nenhuma empresa?

O que eu respondi: Sempre tentei concorrer para funções deste ramo, no entanto, como sempre foi imposta uma experiência mínima de 3 anos, nunca tive oportunidade de ingressar neste mercado de trabalho.

O que eu pensei: Exactamente o que disse.

 

Pergunta Nº 3: Então, se não tem experiência, porque é que acha que a devemos recrutar?

O que eu respondi: Tenho uma grande disponibilidade e vontade de aprender. Acredito que a motivação pela aprendizagem constitui um factor importante e não um obstáculo à integração no mercado de trabalho.

O que eu pensei: Oh não... perguntas sobre mim...

O que me responderam: Isso já eu estou farta de ouvir! Diga-me realmente porque é a pessoa que devemos contratar?

O que eu pensei: WTF? Isto foi sincero, sua cropólita! Estou lixada com esta m**** ... Ai queres uma resposta bonitinha, enfeitada com falsidade e presunção? Então, toma aí:

O que eu respondi a seguir: Tenho muita experiência, trazida do Hotel, em lidar com imprevistos, em contactar com diversos públicos, em gerir tarefas e tempo e tenho muito bons conhecimentos de línguas, que são sempre uma mais valia.

Sou um achado no mundo dos colaboradores! (ok..esta última parte não disse )

 

Pergunta Nº 4: Se não for seleccionada para esta vaga, tem algum plano B?

O que eu respondi: Na verdade, estou a integrar outros processos de recrutamento e vou estar a participar num projecto interessante, ainda que temporário, aqui na cidade. Sou uma pessoa que não gosta de estar parada e procuro sempre alternativas.

 

A tortura continuou, com a pessoa do outro lado sempre a perguntar o porquê de tudo o que eu dizia: como é que se chama? Blá, blá... E porquê? E porquê isto? Porquê aquilo?

Começo a criar aversão às entrevistas de emprego porque não sei falar sobre mim e não sei exprimir-me oralmente (problemas de pessoas introvertidas). Não sei fingir que tenho uma super auto-confiança, que sou a melhor candidata do mundo e que a todas as entrevistas que vou são para o meu trabalho de sonho.

 

(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

 

 

26
Fev16

O recrutamento no século XXI

Mi

Lembram-se desta entrevista aqui? Pois bem, fui hoje chamada à empresa para saber que me tinham seleccionado (aparentemente, o discurso de falsidade resulta) e fiquei a saber também que as condições mudaram e agora seria para estágio profissional. Esta empresa aqui, dona de si, pretensiosa e com a mania que é boa empregadora é igual a um par de centenas que pululam por aí. E ficam com cara de choque quando temos a coragem de recusar a oferta. Eu sou uma pessoa politicamente correcta, não "bato com a porta" com má educação e, vendo a forma como as pessoa recrutadoras tratam os futuros colaboradores só porque dizem que não aceitam, acredito que muitas coisas têm de mudar. Especialmente aprenderem a lidar com a rejeição...

 

No final do ano passado aconteceu-me uma coisa semelhante com uma multinacional aqui da região. Eu candidatei-me para uma vaga como Assistente de Gerência Hoteleira e, depois de todo o processo de recrutamento, ligam-me a dizer que fui seleccionada para outra vaga, como Recepcionista de Hotel (ok...) Tive a coragem de dizer que não estava interessada e consegui perceber a estupefacção na voz de quem me ligou, do género: Como não?! Como não quer vir trabalhar para um grupo multinacional que paga o salário mínimo aos colaboradores, onde as condições são obscuras e só entra em funções "importantes" se tiver uma cunha?

 

Começa a ser demasiado óbvio o poderio que as entidades empregadoras sentem ao terem meia dúzia de currículos na mão, com ofertas precárias, utilizando o mesmo argumento de sempre: se tu não quiseres, há mais quem queira. E o valor que essa pessoa poderá ter para a empresa? Não se luta por ela, nem um bocadinho? O mundo do trabalho está uma selva, aliás, o Mundo em geral... Ir a entrevistas são oportunidades, sempre. Sobretudo de aprendizagem.  Eu já desconfio de duas coisas muito importantes que considero reflectirem muito dos valores da Empresa:

1 - Quando só falam em dinheiro;

2 - Quando todos os colegas têm de se tratar por Drs. ou Engenheiros;

 

No fundo, ando saturada disto tudo; mas lá tem que ser...

Hoje estou satisfeita por ter sido fiel às minhas próprias aspirações. Sou uma pessoa introvertida, custa-me dizer não, recusar na cara é um desafio... Contudo, rejeitar ofertas neste tempo de "crise" faz-me sentir uma péssima pessoa, sobretudo por parecer estar em contradição e por sentir que decepciono quem está à minha volta.

 

 (Este texto está em Desacordo Ortográfico)

11
Fev16

Maleitas cá das minhas...

Mi

Não sou muito de hipocondrices, mas acho que estar desempregada me atribuiu uma anormalidade comportamental qualquer... Deixei de comprar! Simplesmente perdi a vontade de comprar roupa, em especial! As lojas não me dizem nadica de nada... eu lá me obrigo a entrar numa, vejo umas peças tão bonitas e fofas por 2,00€ e mesmo assim, nada... E dizem vocês, benévolos leitores, que o desemprego não dá para "esticanços" financeiros, e com toda a razão. Mas a questão é: eu não me sinto nem tentada. Não estou ali a lutar com o dilema do gastar ou não gastar. Simplesmente não me apetece. E acho que até estou feliz com esta pequena mudança :) Não que eu fosse uma compradora compulsiva, mas a minha resolução de consumir menos está a ser cumprida!

Estar desempregada trouxe-me então dois vícios, agora que penso nisso: comprar menos e enviar uma média de 10 candidaturas espontâneas por dia. Já não vivo sem este último :)

 

 

 

 

 

22
Jan16

Drama do Desemprego

Mi

O desemprego é uma erva-daninha que cresce nas nossas entranhas. Não é só estar desempregada. Não é só não ter trabalho. O desemprego passa por um sentimento... aliás por um conjunto deles, todos muito negativos. E, por isso, é uma erva-daninha que nos consome a esperança, o sossego, a auto-estima e a sanidade mental.

O desespero de não encontrar uma saída viável é assustador... faz-nos pensar em coisas indescritíveis... Lidar com a pressão diária, com os comentários, com as perguntas faz de mim uma anti-social. Quanto menos gente tiver que enfrentar, melhor para mim. Mas claro que ter um pai preocupado mas que faz muita pressão, não ajuda. Também não ajuda lidar com a mítica pergunta do "porque não emigras?" ou aquela mais redutora "ah, se não queres emigrar, ao menos muda de cidade". Não quero. Não faz parte do meu projecto de vida emigrar ou imigrar ou o raio que parta. O meu projecto é ficar exactamente neste sítio, com um trabalho, com o meu Namorado, com a nossa vida.

À colecção das coisas más, junta-se também o sentimento de inutilidade, de "atirarem à cara" que a idade passa e eu estou a marcar passo, que não faço nada, que desperdiço os meus talentos aqui enfiada numa cidade do interior. Sim, fico mais triste ainda sentir que as pessoas estão todas desiludidas. Sinto-me triste ao ponto de chorar compulsivamente, de ranger os dentes e de me querer bater até tudo passar. Ando desesperada. A sério. Não há nenhuma porta onde não se bata e a única que poderia responder a pessoas na mesma situação que eu, não resolve nada. E sim, estou a falar da merda que é o IEFP. Ainda agora me quis candidatar a uma oferta e o serviço estava indisponível. Obrigada.

E como é que se ultrapassa o facto de ter levado um pontapé no rabo? Sinto uma raiva enorme por tudo, por todas as circunstâncias. Sinto raiva de mim e das minhas escolhas.

Como é que não se perde a esperança? Como é que se constrói um futuro? E parem de me dizer que não é aqui que vou ter futuro. Parem.

 

 

 

08
Dez15

Monólogo interior

Mi

Posso vir para aqui choramingar um bocadinho?... É só um bocadinho...

No meio de tanta coisa fofa, encontram-se pelo meio coisas que me fazem menos alegre... Não venho para aqui culpar a vida, a conjuntura, as dificuldades. Venho para aqui para bater com a minha própria cabeça na parede. E as palavras servem como uma espécie de cabeçada. Pumba, pumba, pumba... O que é que eu ando a fazer com a minha vida? Não sei... O que é que eu vou fazer? Não sei. A minha mente continua em branco, a minha procura interior continua sem respostas... e a culpa é toda minha. Destruí todas as oportunidades, andei a brincar com a sorte e aqui estou a desejar não sei muito bem o quê para o Novo Ano. Não tenho perspectivas, esperança ou perseverança. Sinto-me num quarto escuro e a culpa é toda minha. E agora eu sei que há que levantar a cabeça, ir em frente e não desistir. Mas... não desistir do quê? Sinto-me ridícula e envergonhada... Ando a brincar aos empregos, ao empreendedorismo. Ando a enganar-me a mim própria, porque já nem eu sei bem o que eu quero. Não sei mesmo. Não faço ideia do que hei-de fazer!...

Falhei redondamente comigo própria... Eu sei que não é a insultar-me interiormente ou a chorar compulsivamente que vou resolver alguma coisa, mas a minha frustração tem que ir para algum lado.

O desemprego involuntário é uma merda... Porra para isto.

 

21
Nov15

E agora, quem me diz onde é o norte?

Mi

A modos que isto está um pouco complicado... Fica difícil de assimilar quando dei o meu melhor naquele projecto...e, muito dissimuladamente, levei um pontapé no rabo.

Estou naquela fase que só me apetece esconder debaixo dos cobertores e da minha manta que tem uma Torre Eiffel (sim, colecciono Torres Eiffel em diversos formatos.. e não, não tem nada a ver com o atentado).

Eu sei que soa a estupidez, mas ainda não consegui reagir muito bem a esta minha nova repetida condição. Fui empurrada para ela...

Não tenho vontade, iniciativa ou energia para fazer alguma coisa de novo. Tudo na minha vida está em stand-by... literalmente e não literalmente... tudo. E quem me dera não estar aqui a escrever este post lamechas, mas preciso mesmo de encontrar maneira de contornar esta fase emocionalmente instável. Eu sei como há tantos problemas sérios no mundo... olhem o Sócrates por exemplo. Acusado e tal... Também não sei como reagiria ver assim o meu nome a ser enxovalhado.

Bem, ja me sinto melhor... Pelo menos, estou só desempregada...

 

 

19
Nov15

It's all about Karma.

Mi

Alguém conhece o filme "Equalizer"? Podem assistir o trailler aqui, mas se tiver uma ligação de internet tão espetacular como a minha, eu poupo-lhe o sofrimento de esperar que o vídeo carregue e explico já, muito resumidamente: um senhor muito pacato e perfeccionista faz a justiça pelas próprias mãos, defendendo, secretamente, todos os desprotegidos. É isto o "core" do filme (Para quem não viu, recomendo!).

Agora que o "Equalizer" está apresentado, vou ligar com o meu tema de hoje: o Karma.

Vinha a conduzir para casa quando, por entre as minhas divagações, percebo que o Karma vem, de repente, e dá-nos uma valente bofetada na cara, que nos deixa a face negra por dias ou semanas. Ficamos de tal maneira desorientados que andamos algum tempo a assimilar o que se passou. A parte boa é que às vezes o Karma também joga a nosso favor, defendendo-nos qual "Equalizer", e vemo-lo a dar uma grande bofetada a quem nós sempre quisemos dar uma lição. Não é desejar mal, não é desejo de vingança... é so o Karma. É a justiça.

 

Entretanto, vou ali pôr gelo na minha face (emocionalmente falando) que o meu próprio Karma se virou contra mim, como podem ver aqui.

"Ai queres um trabalho por tua conta? Então agora desenrasca-te" E pumba. Lá vai uma bofetada.

 

 

 

 

17
Nov15

Dias de Sorte...

Mi

Volta e meia cá estou eu a enviar currículos, a procurar o meu lugar ao sol, buscando a realização profissional. Desde que me licenciei já fui a tantas, mas tanta entrevistas... já fiz tantas provas para concursos públicos e também já perdi a conta aos testes psicotécnicos. De tanta "experiência" junta, já sei que se vou muito descontraída, não vou passar, se vou muito nervosa, já sei que estou entre os seleccionados. E o que acontece depois? Algumas vezes, as portas fecham-se e não quer dizer que falhei, outras vezes, sou eu que lhes dou um leve encontrão...

Nestes anos todos tenho aprendido algumas coisas com as entrevistas e, quanto mais amadurecemos, mais percebemos aquilo que realmente queremos da nossa vida. Não ando "sôfrega" a aceitar o primeiro emprego que me aparece... pois apercebi-me que as entrevistas servem também para conhecermos a política da empresa, para compreender se os valores se identificam com os nossos, se nos sentimos a "encaixar" naquele local que será o nosso futuro posto de trabalho. E é aí que muitas vezes somos nós a fechar as portas. E acho que não tem mal nenhum. Há quem possa pensar ou dizer "com esta crise ainda te dás ao luxo de recusar propostas". Só considero que tudo tem uma fase na vida... e acho que não estou mais na fase de me "sujeitar", de agarrar o que vier. Não quero ser mal interpretada... o que estou a tentar dizer é que não me consigo conformar com o que simplesmente aparece. Não tenho medo de trabalhar, na verdade! Já andei de piaçaba na mão a limpar casas de banho, todos os dias, e não morri por isso. Mas claro que quando me licenciei criei objectivos e expectativas que continuo a procurar. Porque acredito que a sorte se procura. E eu tenho procurado... se tenho!

 

Hoje realizei mais uma catrefada  caterva de testes psicotécnicos. E só não entendo como é que "enfiam" meia dúzia de pessoas que não se conhecem de lado nenhum, nem travam conversa na sala de espera, para um "exercício de grupo" em que temos sempre que escolher ou 10 pessoas, ou 10 objectos ou 10 sei lá o quê. Isto para mim sai tanto da minha zona de conforto que me apetece sair. Pior é quando entram os "avaliadores" e são mais que o número de pessoas a serem sujeitas à avaliação. E rabiscam, rabiscam e eu ali a tentar convencer as pessoas que é sempre melhor levar 5 mantas para uma avalanche nos Pirinéus que uma lona de 5 metros. E alguém me pode esclarecer também se é legal ficar 3 horas a fazer testes psicotécnicos? Eu já estava tão cheia de fome que comecei a aldrabar os testes não sei de quê bateria comercial e não sei quê de personalidade, só para despachar a coisa. Aquele dos dominós ainda se safou... (pudera, foi logo o primeiro). Acho que o que safou o meu dia, foi sair, já tarde, depois do sol posto, com um frio do caraças e cruzar-me com a senhora das castanhas. Isso é que me aqueceu a alma. E lá fui toda contente pela rua a cheirar a Outono e a dias frios, comendo castanhas, aquecendo as mãos no pseudo-cartucho (que agora não pode ser de jornal) e a pensar como sou feliz por querer encontrar o meu lugar no mundo. A sorte procura-se. Acho que é importante reiterar... Eu continuo a procurar a minha.

 

 

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