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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

22
Jan16

Drama do Desemprego

Mi

O desemprego é uma erva-daninha que cresce nas nossas entranhas. Não é só estar desempregada. Não é só não ter trabalho. O desemprego passa por um sentimento... aliás por um conjunto deles, todos muito negativos. E, por isso, é uma erva-daninha que nos consome a esperança, o sossego, a auto-estima e a sanidade mental.

O desespero de não encontrar uma saída viável é assustador... faz-nos pensar em coisas indescritíveis... Lidar com a pressão diária, com os comentários, com as perguntas faz de mim uma anti-social. Quanto menos gente tiver que enfrentar, melhor para mim. Mas claro que ter um pai preocupado mas que faz muita pressão, não ajuda. Também não ajuda lidar com a mítica pergunta do "porque não emigras?" ou aquela mais redutora "ah, se não queres emigrar, ao menos muda de cidade". Não quero. Não faz parte do meu projecto de vida emigrar ou imigrar ou o raio que parta. O meu projecto é ficar exactamente neste sítio, com um trabalho, com o meu Namorado, com a nossa vida.

À colecção das coisas más, junta-se também o sentimento de inutilidade, de "atirarem à cara" que a idade passa e eu estou a marcar passo, que não faço nada, que desperdiço os meus talentos aqui enfiada numa cidade do interior. Sim, fico mais triste ainda sentir que as pessoas estão todas desiludidas. Sinto-me triste ao ponto de chorar compulsivamente, de ranger os dentes e de me querer bater até tudo passar. Ando desesperada. A sério. Não há nenhuma porta onde não se bata e a única que poderia responder a pessoas na mesma situação que eu, não resolve nada. E sim, estou a falar da merda que é o IEFP. Ainda agora me quis candidatar a uma oferta e o serviço estava indisponível. Obrigada.

E como é que se ultrapassa o facto de ter levado um pontapé no rabo? Sinto uma raiva enorme por tudo, por todas as circunstâncias. Sinto raiva de mim e das minhas escolhas.

Como é que não se perde a esperança? Como é que se constrói um futuro? E parem de me dizer que não é aqui que vou ter futuro. Parem.

 

 

 

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Bem-vindos às dificuldades, às histórias, aos testemunhos e às curiosidades, às horas de desespero e de realização de uma Técnica Superior de Turismo que em part-time não passa de uma Turista vagueando pela vida, fazendo reservas aqui e ali num Hotel chamado Mundo.

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