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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

27
Jan17

Rabiscos - XIX

Mi

"Nunca voltas por bem. Liberdade foi ter-te deixado ir! Teimas em ser um fantasma que eu já temi; ainda assim, gostas de assombrar os meus dias, de atormentar a minha felicidade e garantir que a tua porta pode continuar entreaberta. Não está mais. Já devias saber. Podes fornicar outras no sofá da tua sala, levá-las a passear no teu carro novo: não mais terás de me incluir na tua agenda. Nunca mais terás de te preocupar com, de vez em quando, fingires-te um doce, ligares-me, só para te continuar a garantir um lugar entre as minhas pernas. A tua reserva caducou. Não sinto raiva, sinto muita vontade em fingir que nada aconteceu. Mas que peso me tiraste dos ombros quando percebi do que eras feito. És um cabrão, um covarde, um merdas. Já não me sufocas mais! Vai à merda, para sempre."

 

Era isto que ela lhe queria dizer quando lhe enviou a mensagem: "Estou farta desta merda. Pára de me procurar."

 

Fim.

 

(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

 

 

23
Jan17

Desvairos #4

Mi

Muitas horas à espera, num Hospital, distraem-me da leitura e põem-me a pensar na vida. Sendo uma pessoa introvertida e observadora, gosto de apreciar o que me rodeia.

O que nos faz escolher alguém? O que nos faz querer ser de alguém? O que pesa?

 

Procuramos uma pessoa que nos dê loucas sessões na intimidade de quatro paredes, a roçar o animalesco, que todos os dias ao seu lado sabem a encontros secretos com um amante? Que é uma pessoa que nos dá instabilidade emocional, que dificilmente a conseguimos imaginar num futuro estável ao nosso lado... Mas aquele ar de bad boy, aquela confiança com que nos pega ao colo e nos arrebata o coração... É isso? Isso traz-nos felicidade? A incerteza e a imaturidade? Cabe a delicadeza aqui? Cabe o carinho, o respeito e a confiança?

 

Procuramos uma pessoa que imaginamos a segurar-nos o cabelo enquanto vomitamos, que nos pega na mão, nos abraça nos dias maus, nos ama e deseja. E aquim cabem as aventuras, as loucuras, a paixão?

 

 

As coisas maiss bonitas que eu posso ver por esses corredores fora são duas pessoas que envelheceram juntas, com todos os seus defeitos, qualidades, que prometeram amar-se até ao fim dos seus dias, no meio de todas as dificuldades, que fazem de tudo para que o outro se sinta feliz. Vejo uma cumplicidade sem fim, só pela delicacdeza com que continuam a segurar a mão um do outro.

 

 

 (Este Texto está em Desacordo Ortográfico)

 

19
Jan17

Rabiscos - XVIII

Mi

Sentou-se na secretária. Aquele par de músicas que tocavam em repeat fê-la recuar uns meses: naqueles dias em que chorava, silenciosamente, no canto da sua secretária, agarrando-se o mais que podia a todas as recordações, lutando, sozinha, para não o ver sair da sua vida. Pensava, nesse instante, o quão ingénua foi e, nesse momento, não chorava de tristeza do passado, mas de compaixão por ela própria: por todo o caminho que percorrera até aqui, por todos os ensinamentos, por toda a luta que travou contra ela própria, contra sentimentos que julgava impossíveis de ultrapassar. Respirou fundo. Continuava no bom caminho. Deixou de vacilar. Deixou de o procurar. Apagou todas as conversas que trocaram. Ignorava, completamente, a sua presença virtual. Aprendeu que não podiam sequer alimentar uma amizade, se ele não a respeitava enquanto pessoa, não valorizando a sua presença. Ela percebeu que tinha um valor maior que ele alguma vez lhe poderia reconhecer. E, agora, tinha a certeza que ela era um grande mistério para ele: tanta ausência, tanto silêncio, tanta verdade dita no meio de esporádicos confrontos. Ele sabia que nunca mais a teria de volta do jeito que sempre quis.

Fechou os olhos, desligou a música e sorriu. Sorriu profundamente, sem nenhuma dor acutilante no peito, sem incertezas nem medos. Sorriu. Por ela.

 

 (Este texto está em Desacordo Ortográfico)

19
Jan17

Desvairos #3

Mi

Hoje, logo a seguir ao meu treino de Crossfit entro no carro e ligo o rádio. Ouço uma publicidade algo interessante... Um amigo que diz - mais ou menos o que vou reproduzir - para outro: "epá, em vez de andares a gastar dinheiro em ginásios, usa mazé o dinheiro para comprares um carro." Parece que o convenceu.

E a conclusão tosca a que cheguei na hora foi: o meu sonho é ter um Renault Mégane GT Line, mas dificilmente abdicaria do meu Crossfit por um (sim, aceito que me chamem viciada... já estou habituada :D )

 

(imagem daqui)

 

(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

 

 

18
Jan17

Coisas fofas da Semana #59

Mi

Alguém me explique como passaram duas semanas de Janeiro. Das duas uma, ou ando muito concentrada, ou muito distraída. Um pouco das duas? Tenho centralizado a minha atenção no essencial e planeando pequenos passos; ainda assim, não me reconheço no que toca à gestão de tempo e procrastinação. Há dias que parece mais interessante estar simplesmente a ver os meus gatos dormir do que continuar na minha luta em busca de oportunidades (criadas por mim, ou não) no ramo profissional. Há fases, não é? Acho que quem convive comigo, interna-me em breve. Quase que me convenço a mim própria que sou bipolar.

 

Entretanto, cá vão 14 coisas fofas que aconteceram neste início de ano. As primeirinhas de 2017!

1 - Dormir a primeira sesta do ano (e única, até agora xD), com chuva lá fora e aquecida pelos meus gatos - foi daquelas sestas em que quando acordei pensei que já era de manhã... :P

2 - Um lanchinho inesperado com a minha D.;

3 - Dar a sopa ao meu Avô;

4 - Ir às compras com a minha Mãe;

5 - Receber um beijo carinhoso e ternurento na testa (há beijos que sabem a despedidas e a fins necessários...);

6 - Passear à beira-mar com Ele;

7 - Tomar o pequeno-almoço com o sol a entrar pela janela;

8 - Visitar a família com a minha Irmã;

9 - Cantar os Parabéns à minha Avó com um queque;

10 - Sentir-me apaixonada pelas coisas que fazem parte da minha vida e acceitar tudo o que já não me pertence ou que nunca me pertenceu, no fundo;

11 - Regressar à procura de casas;

12 - Aproveitar a companhia da minha Irmã nos últimos dias de férias;

13 - O meu namorado dizer que valeu a pena esperar (olá atrasada...) porque estava linda;

14 - Passar o serão de Domingo à lareira com os meus Pais e a minha Irmã.

 

 (Este texto está em Desacordo Ortográfico)

 

13
Jan17

"Running late is my cardio"

Mi

Tenho um grave problema... Sofro de atraso crónico agudo. Chamem-me para trabalhar e eu estou lá 10 minutos antes, convidem-me para tomar o pequeno-almoço às 9H00 e eu apareço às 11H00 em modo brunch. Confesso, faço o meu melhor para chegar a horas, mas não consigo: ou é o cabelo que não colabora, o carro que precisa de gasóleo, a roupa que não ficou bem, o telefone que toca... Enfim... Há uma parafernália de motivos que me impede de ser levada a sério no mundo dos rendez-vous. ...

Ensinem-me a chegar a horas, "pelamordedeus" !!!

 

 (Este texto está em Desacordo Ortográfico)

04
Jan17

Coisas fofas da Semana #58

Mi

Estou a meio da primeira semana do Ano. Adoro a sensação de ter uma Agenda por preencher, com tantos espaços brancos, ainda. Dá-me uma certa ansiedade e adrenalina. O que virá?

Há capítulos que julgamos difíceis de encerrar até vir a vida e nos colocar no caminho a seguir. A última semana de 2016 encerrou capítulos, virou-me páginas e terminou, igualmente, com coisas muito fofas:

 

1 - Abraçar-me à minha irmã;

2 - Ficar com a roupa a cheirar a bolachas de Natal;

3 - Ter um lanchinho de irmãs;

4 - Receber isto: "eu não te prometo um conto de fadas, mas tu serás a rainha em qualquer Castelo que eu construir".

5 - Sentir-me feliz por ter a coragem de rejeitar o que já não me acrescenta em nada;

6 - Acabar o Ano sentindo que uma nova viagem interior mais leve e mais positiva se inicia;

7 - Celebrar o Fim do Ano com muita amizade e cumplicidade e passar a meia-noite com pessoas muito importantes para mim.

 

 

02
Jan17

Cheguei a 2017.

Mi

A tentação de fazer um balanço sobre 2016 persegue-me desde Novembro, sensivelmente, desde que decidi virar algumas páginas.

 

2016 foi dos anos mais inesquecíveis que já tive, em termos de aprendizagens. E não é nenhum cliché. Há um ano não me imaginava com uma bagagem tão grande, tão completa, tão enraizada. Nunca passar um Ano foi tão simbólico para mim. De 2016 trouxe uma relação tão fortalecida com a minha irmã e uma relação mais profunda, adulta e consciente com o meu namorado. Aprendi a ouvir-me, a perceber que comunicar o que sentimos é importante e a aproveitar os momentos e as oportunidades que nos aparecem sem colocar muitos entraves. Aprendi que é importante escaparmos, sermos felizes e que não vale a pena fugirmos do que nos está destinado: não podemos fugir das lições que a vida nos traz. Aprendi, também, que é importante perceber o meu valor e colocar limites aos outros, para que não acabem por "abusar" da ingenuidade que me é característica e fazerem-me sentir muito pequenina.

Comecei a meditar, o que me trouxe mudanças muito importantes espiritualmente e comecei a praticar Crossfit, que mudou a minha força interior, a minha capacidade de encarar desafios e restabeleceu a minha auto-confiança.

Passei umas férias inesquecíveis no Algarve que me deram tranquilidade e algum tempo necessário para mim (para além de um bronze maravilhoso que entretanto desapareceu... snif, snif), vivi momentos divertidíssimos entre amigas, preparámos surpresas, saímos e rimos muito. Fui ao Gerês com o meu namorado e tive vontade de me esconder por lá para sempre. Enfrentei pessoas, desafios e aprendi a avançar, a cortar as coisas que me consumiram emocionalmente. Chorei muito, tive sempre uma palavra amiga de conforto ou de "abre-olhos" da minha D., fui surpreendida no meu aniversário, passei-o com muita felicidade com pessoas importantes e percebi que estava a meio de terminar o meu ciclo de aprendizagem. Fiquei feliz por ser convidada a ajudar a organizar o casamento da minha J., trabalhei num evento que ainda hoje me deixa alguma saudade, conduzi um Audi Q3 e fiquei fã do "meu" GT Line. Fui encontrando o meu caminho profissionalmente, apreciando o apoio dos meus pais e traçando objectivos.

 

Passei os últimos minutos do ano a pensar como tudo o que precisava que ficasse em 2016, ficou. Entrei em 2017 com o coração leve, feliz e com uma sensação de realização. Sobrevivi a um 2016 pleno de experiências emocionais que me marcaram muito e que me ajudaram a crescer espiritualmente. Estou preparada para um 2017 que se adivinha intenso (pela doença do meu avô), cheio de novas experiências e desafios. Estou pronta, mas a pensar em viver um dia de cada vez. Não há melhor sensação que saborear o momento e deixar de criar expectativas em relação a tudo o que nos rodeia. Foi o que aprendi também: as expectativas podem magoar e só as pessoas que realmente se preocupam connosco são capazes de fazer o melhor para nos verem sorrir.

Aprendi, sobretudo, que a vida é para ser vivida e partilhada. E que o Amor, em todas as suas formas, transforma os nossos dias. O Amor tudo cura.

(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

 

 

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Bem-vindos às dificuldades, às histórias, aos testemunhos e às curiosidades, às horas de desespero e de realização de uma Técnica Superior de Turismo que em part-time não passa de uma Turista vagueando pela vida, fazendo reservas aqui e ali num Hotel chamado Mundo.

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