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Livro de Reservas

Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização.

08
Out14

26 Anos e alguns Pensamentos

Mi
Parabéns para mim, porque faço hoje 26 anos de idade. 26 anos... não posso crer que já passei de um quarto de século. Onde é que estão os 21 anos? Não dei conta de passar nem pelos 25, quanto mais. Então, hoje é o primeiro dia em que me habituo a dizer às pessoas que tenho 26 anos. Assim que me habituar, já tenho 27... o costume.
26 anos são quase 30 e quase 30 obrigam a uma panóplia de coisas que devem ser feitas ou que já deveriam ser feitas. Há menos 10 anos atrás tinha projectos e ideias para a minha vida, que ou ainda não se proporcionaram, ou estarão para se proporcionar... ou já não se proporcionam de todo.
Hoje apresento aqui um Top 10 do que eu pensava (há 10 anos atrás) que a minha vida seria:

1- Estar num emprego estável, ser muito bem sucedida e ter a admiração das pessoas. Basicamente ser uma "boss" :D (keep dreaming girl)
2- Assustava-me muito ser uma empresária de sucesso e não saber como me pentear. Mission Accomplished. Aprendi que é importante cortar o cabelo (mature me).
3- Pensei que por esta altura já teria uma casa, daquelas de catálogo, com uma sala gigante. (Hoje, só penso num T0, aconchegante, onde eu me sinta em casa e onde tenha um cantinho onde possa estar concentrada a actualizar os meus blogs)
4- Estava convencida que ia emigrar para a Alemanha. (Acho que neste momento, não faço questão)
5- Sonhava em ter alguém ao meu lado, mas acreditava que nunca ninguém ia sequer dar conta de mim (ser adolescente, faz-nos deturpar tanto o mundo... :) )
6- Pensei que ser grande era "giro" (Agora descobri que dá muito trabalho... e quantos mais anos passam, mais trabalho dá).
7- Felizmente aprendi como se usa maquilhagem desde os meus 16 anos.
8- Nunca teria que me preocupar com o que comia... nem pegava numa peça de fruta... (agora é só ver-me ser saudável!)
9- Tinha gostos musicais dúbios, há 10 anos atrás. Felizmente, isso passou-me.
10- Tinha ideia que ter 20 e tal anos era sinal de "velhice precoce". Na verdade, somos muito jovens ainda. Nem sequer a sociedade nos consegue levar muito a sério.

Como realmente é a minha vida aos 26 anos:

1- Estou sempre insatisfeita com qualquer emprego, pois descobri que tenho tendência para empreender nos meus próprios projectos e isso realiza-me profundamente.
2- A maneira como me visto ou como me penteio espelha a minha personalidade. Aos 16 anos, não temos auto-confiança suficiente nem para levar uma saia para a escola, se alguma "amiga" não levar também.
3- Casa dos pais. Trato a casa como minha, porque gosto de arrumar, de organizar, de cozinhar e fazer bolinhos.
4- Tenho quase um jardim zoológico em casa.
5- Preocupo-me muito em investir na minha educação e formação. Os anos ensinam-nos que devemos fazer a diferença.
6- Senti-me subitamente "rica" quando consegui comprar o meu carro.
7- A minha vida social não é muito activa. (Cat Lady)
8- Tenho um companheiro para a vida.
9- Fico frustrada facilmente com as limitações da vida.
10- Aprendi a dar ainda mais valor às pessoas e às suas atitudes.
Item extra: olho para os "garotos" de 16 anos e dá-me saudades de ser assim tão despreocupada.

A melhor parte, é que ninguém me dá 26 anos. E prova disso foi o último "barramento" que me fizeram na porta da discoteca...

Happy Birthday to me :)




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
05
Out14

Sobre

Mi
Olá.
Bem-vind@ ao meu Blog. Este Blog nasceu enquanto trabalhava como Recepcionista de Hotel. Decidi começar a escrever algumas histórias interessantes que se passavam atrás de um balcão de hotel e que passam muito despercebidas a quem não está ligado ao mundo da hotelaria, directamente. Achei que seria positivo poder partilhar algumas confissões, alguns segredos e até alguns desabafos de uma recepcionista, que pode ser qualquer uma, em qualquer parte do mundo. As Histórias da Hotelaria retratam isso mesmo: a vida de um Recepcionista.
Abandonei a Hotelaria, mas não quis deixar morrer o blog e por isso mesmo, decidi continuar a relatar as minhas aventuras como Técnica de Turismo: as dificuldades que vou encontrando, as histórias curiosas,
as confissões e os pensamentos profundos que tenho em relação ao trabalho.
E aproveitando o facto deste blog ser anónimo, decidi deixar também um pouco do meu Mundo a descoberto: momentos felizes, de introspecção, de experiência e de vida, sobretudo, estão também aqui retratados.

Apesar de tudo, nunca deixarei de ser uma Ex-Recepcionista. Não importam as voltas que o mundo dê, é uma coisa que fica para sempre. Esta profissão tem tanta força, que nunca mais nos dissociamos dela... em cada pormenor da nossa vida prática, existe sempre um pouco de "Recepcionista" nela, até na forma como tratamos os (ex-)colegas, ou na maneira como deixamos a mesa do pequeno almoço no Hotel onde passámos férias, imaculadamente organizada...

Faça a sua reserva nesta aventura.

Boa leitura :)

A Ex-Recepcionista.


(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
05
Out14

O que precisa de saber na 1ª aula de Yoga

Mi
 Sou uma pessoa dada a experimentações e se há coisas que me despertam curiosidade são aulas de grupo de demonstração de qualquer actividade física, porque sei que, à partida, quem vai lá também não percebe muito "da coisa" e assim, fico-me a sentir menos inculta.
Este fim de semana, decidi experimentar, pela primeira vez, uma aula de Yoga Lu-Jong (Yoga tibetano de cura). Estava super entusiasmada com a iniciativa e cheguei com muitas expectativas. Nunca tinha experimentado nada do género, mas sentia-me à vontade, apesar de não saber, quase, "para o que ia".
Depois daquela hora de yoga aprendi coisas essenciais que me vão servir para futuras aulas de yoga (e similares), que vou deixar aqui, para o caso de alguém se encontrar, um dia, eventualmente, na mesma situação que eu.
Ora aqui está a lista das 8 coisas que aprendi:

1 -  É muito importante, muito importante mesmo, andar sempre com os pés minimamente mimados (unhas cortadas, peles tratadas, calos escondidos e se possível, alguma cor nas unhas - ter o dedo grande com a verniz a cascar e ter o dedo a seguir só com um vestígio de verniz não conta...) Se por acaso os seus pés têm sido negligenciados, vai estar a aula toda preocupado (a) com este membro de locomoção e não vai relaxar nem vai preparar o corpo para transformar a mente. Mas também poderá utilizar a solução que lhe apresento no ponto 2:

2 - Ainda sobre os pés, não calce umas meias quaisquer: poderá precisar delas para "tapar as vergonhas" citadas no ponto 1. E não importa o que venha... não as tire, nunca! Nem que os seus pés estejam a ferver. Porque se tiver que ficar muito próximo a alguém da sala, pelo menos os seus pés estão cobertos. É muito importante. Acrescente pontos extra combinando padrões divertidos às suas meias.

3 - Sobre "arranjar um par" para fazer algum dos exercícios da sessão... Escolha sempre alguém do seu sexo. Ou vai arriscar-se a ser apalpado (literalmente!), involuntariamente, por alguém que não conhece de lado nenhum. Quase que me espalhava nesta... Obrigada, senhora dos caracóis, por me ter piscado o olho. Conquistou-me.

4 - Vão existir sempre aquelas pessoas já praticantes que levarão o seu tapetezinho de yoga, roupa a combinar e com o seu ar sereno característico. Não se deixe intimidar! Faça a sua melhor cara de Rambo e aguente aquele exercício que vai desafiar o seu equilíbrio e a elasticidade da sua coluna.

5 - Eventualmente, poderá sentir-se um pouco perdido nas instruções. Basta olhar para os "já praticantes". E coloque também um ar sereno e descontraído, para passar a imagem que percebe mesmo daquilo.

6 - Pelo sim, pelo não, vá exercitando aquele cruzar de pernas "à chinês". Pode ser doloroso e desconfortável na primeira aula.

7 - Muito, muito importante: não se esqueça de respirar. Se não, vai acabar todos os exercícios com uma dor de cabeça inigualável.

8 - Se ficar na última fila, vai ter pesadelos com rabos toda a noite. Se ficar entre as duas primeiras, lembre-se que o seu rabo vai ser o motivo de pesadelo das pessoas das filas de trás.

Depois desta experiência, já me enchi de coragem para fazer outras coisas mais agressivas, tipo Body Pump, Body Jump, Body Combat ou qualquer outra coisa que meta Body pelo meio.



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

Mais sobre mim

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Bem-vindos às dificuldades, às histórias, aos testemunhos e às curiosidades, às horas de desespero e de realização de uma Técnica Superior de Turismo que em part-time não passa de uma Turista vagueando pela vida, fazendo reservas aqui e ali num Hotel chamado Mundo.

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